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[EXCLUSIVO] Gah Bernardes analisa o mercado musical sob sua perspectiva jovem e fala sobre o preconceito no sertanejo: “Não tem como aceitar”


Promessa no mundo da música, o cantor de 22 anos conversou com o Festanejo sobre seu novo DVD e os próximos projetos

Gah Bernardes cumpre todos os requisitos para ser uma grande estrela do sertanejo: afinado, músicas que têm tudo para se tornarem hits, parcerias de sucesso, talento e muita paixão pelo seu trabalho.

O jovem de apenas 22 anos lançou o seu primeiro DVD, intitulado “Start”, que já está disponível nas principais plataformas de música. O projeto conta com 10 faixas, sendo oito autorais e duas regravações pout-pourri.

O repertório conta com a participação especial da dupla Vitor & Luan na canção “Sem Sinal”, e da drag queen – ou melhor, dragnejo – Reddy Allor, em “Voz da Experiência”. Reddy é irmão de Gah e chegaram a formar uma dupla, Guilherme & Gabriel, antes de seguirem seus projetos solo.

Natural de Olímpia, interior de São Paulo, Gah canta desde os sete anos de idade. Com exclusividade ao Festanejo, ele contou um pouco sobre a sua trajetória, falou sobre as parcerias e da importância de artistas LGBTQIA+ no meio sertanejo, como Reddy Allor, e o que podemos esperar da sua carreira em 2022.

Você acabou de lançar a música “Sem Sinal”. Qual a inspiração por trás da faixa?

A inspiração por trás da música “Sem Sinal” foi muito bacana, porque todas as composições do projeto “Start” são composições minhas com participações de alguns parceiros. Essa foi pensada diretamente pelos meus irmãos Vitor & Luan, que agregou demais no meu projeto.

A gente queria fazer uma música desapegada, animada, que tivesse uma referência do que está tocando hoje em dia, e foi isso. A música “Sem Sinal” ficou muito boa, me surpreendeu foi muito mais do que eu esperava, eu tenho certeza que todo mundo vai gostar e vai escutar muito.

Como surgiu a oportunidade de gravar com a dupla Vitor & Luan?

Há mais ou menos 3 ou 4 anos eu conheci o Vitor. Antes, fui a um projeto deles em Goiânia, sem conhecer nenhum dos dois, nem o Vitor nem o Luan, e gostei muito do trabalho deles e voltei para Rio Preto, que é onde eu moro hoje.

Fiquei sabendo que o Vitor também morava em Rio Preto, e isso, uma semana depois, a gente estava no mesmo lugar, por coincidência, em um churrasco. A gente começou a conversar, trocar ideia, falei que eu tinha ido ao DVD, dei parabéns, e daí para frente a gente criou uma amizade muito forte.

Desses dois e três anos para cá me tornei muito amigo do Vitor e do Luan, considero eles realmente como meus irmãos, e com certeza vão somar comigo em muitos outros projetos.

Como o sertanejo surgiu na sua vida?

O sertanejo surgiu na minha vida por influência da minha família, principalmente por parte de mãe. Meus tios e primos sempre gostaram muito de cantar, principalmente sertanejo. Não tinha um churrasco, um almoço de domingo que não tinha uma roda de violão, tocando uns modão sertanejo com os meus tios.

Por isso a gente – eu e meu irmão, com quem eu tinha uma dupla, e hoje sou solo – se apaixonou pelo sertanejo desde muito pequeno. Hoje, com certeza, sou completamente apaixonado por esse estilo musical.

Você também lançou o single “Voz Da Experiência”, com a drag queen Reddy Allor, que também é seu irmão. Como surgiu a ideia da parceria?

“Voz da Experiência” foi a música de lançamento do meu projeto e é uma música  muito especial para mim porque tem a participação do meu irmão, que hoje é esse artista incrível, Reddy Allor. Essa parceria surgiu desde quando a gente terminou a dupla, que era a dupla Guilherme & Gabriel, que virou Gah Bernardes e Reddy Allor, cada um na sua carreira, mas a gente fala que o nosso sonho é o mesmo, entendeu? Não precisamos estar na mesma carreira para ter o mesmo sonho.

E em 2017 para 2018 eu pensei ‘no meu primeiro projeto, que for maior, tipo um DVD, você vai participar comigo. Independente de onde a gente tiver, como que a gente vai estar. Você vai participar comigo’. Foi dando certo e deu no que deu.

Para você, qual a importância em dar espaço para artistas LGBTQIA+ no sertanejo?

Eu acho que a importância dos artistas LGBTQIA+ no sertanejo é muita. Acho que todo mundo sabe que esse público sertanejo é muito preconceituoso, muito homofóbico até. Com certeza esses artistas têm que aparecer muito em playlists, festivais, em rodeios, programas de televisão, em tudo.

Porque gente, em 2022, ter esses tipos de comentários, esse tipo de preconceito, não tem como aceitar e lidar mais com isso. Se eu já estou cansado, imagina eles. Pensa só! Tem que estar em tudo, e se depender de mim, meu irmão vai participar comigo de todos os projetos possíveis.

Você tem apenas 22 anos. Como você se sente sendo um artista tão jovem no meio musical?

Ser um artista jovem no meio musical, acho que fez muito bem para mim. Comecei com 11 para 12 anos, e hoje em dia já faz 10 anos que faço shows, estou na música, venho preparando. É como se você fosse emancipado (risos).

Desde muito pequenininho você vai aprendendo, entendendo como é o mercado, e quando você chega aqui parece que já está um pouco na frente, com experiências para fazer show você já estará muito mais seguro, parece que a sua voz já está muito mais evoluída porque você está cantando há muito tempo. Hoje eu só agradeço aos meus pais que me incentivaram a me dedicar muito na música desde bem pequenininho.

O que podemos esperar do Gah Bernardes em 2022?

Podem esperar muita música boa, muito entretenimento, muito conteúdo em todas as minhas redes sociais. Tenho certeza que a gente está preparando um trabalho muito incrível para esse 2022.

Já tenho vários projetos agendados, com músicas incríveis, com parcerias incríveis e o DVD “Start” também, que a gente está planejando nos mínimos detalhes, mexendo cada pecinha para tudo ficar do melhor jeito possível para vocês consumirem, escutarem com a maior qualidade possível.


 

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